21 de jun de 2010

Farofa world cup

 
 
 
 

Apos a experiencia risoto de estrangeiros, fui assistir ao jogo de ontem num bar de latinos que, obviamente, tava cheio de brasileiros…. a primeira sensacao é : caralho, to num pedaco do Brasil. Batuque, atabaque, camisa do mengo, grito de "sou brasileiro com muito orgulho", cerveja brahma e muita bunda em shorts compactos. A diferenca talvez seja um (minto, MUITOS) gringos de boca aberta com as bundas e seus shorteses (plural improvisado, eu sei) afunilados, e muita gente que não se sabe se é brasileiro ou não, mas que se sabe amar o brasil por principio principiante principado.

Algo me incomodava, não sabia o que. Seria eu um curitibano ainda de coracao, daqueles chatos que acham que tudo aquilo que é mais colorido que pinhao é estranho de mais? Mas eu morei no rio… como diria a musica gaucha, é virgem só que morou no rio … não… paro então para refletir novamente… e ai eu entendi um pouco. O que acontece quando tem UM lugar na cidade que junta todos os brasileiros que moram na cidade? É simples: tudo quanto é tribo se junta no mesmo lugar para comemorar. Vestidos com as camisas do Brasil (improvisada, na maior parte das vezes) mal da para dizer que ali tem vários brasís (novamente, plural la carte para o leitor).

É uma grande farofa, mas tem farofa de banana, farofa de pequi, farofa organica, farofa de saquinho, farofa evangelica, farofa candomble, faroca 40 graus, farofa de pinhao, farofa de boca de lixo, farofa de boca do luxo, farofa de farofa e farofa da boa, branca e pura.

Para quem foi comigo, ficou encantado. Nunca tinham comido farofa antes, e como sabemos, farofa é bom com qualquer coisa. Para quem ja tinha um gosto mais afinado da raiz massarada servida em po, algo não cheirava bem. Conclusão do jogo: eu ainda sou um pouco curitibano, um pouco carioca e agora, um pouco gringo.
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